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POSTADO EM 14/07/2022 - 09h38

Festival de Inverno de Atibaia apresenta peça THE LONERS com entrada franca

TEATRO ARTAUD assina a peça baseada nos textos do renomado escritor Tennessee Williams

O festival de Inverno de Atibaia apresenta neste final de semana a peça “The Loners – Os Solitários de Williams”, do grupo TEATRO ARTAUD.

As apresentações acontecem na sexta-feira (15) e no sábado (16),  às 19:30hrs, no Cine Itá Cultural, no Centro de Atibaia. A entrada é franca, basta retirar o ingresso com uma hora de antecedência.

“The Loners” é baseada nos textos do escritor norte americano Tennessee Williams, que teve obras adaptadas para o cinema com grande sucesso como “Uma Rua Chamada Pecado” com Marlon Brando e “Gata em Teto de Zinco Quente” com Lyz Taylor.

O drama “Os Solitários de Williams” fala sobre personagens que vivem à margem da sociedade lidando com desilusões, desejos reprimidos e a solidão, além de tratar temas adultos como o alcoolismo e a prostituição.

Sucesso de público e expectativa de casa cheia

Na semana passada o TEATRO ARTAUD apresentou com casa cheia o infantil “Adela – Sonhos e Pesadelos” e espera nesta semana repetir o sucesso junto ao público adulto que gosta de teatro.

O diretor geral do TEATRO ARTAUD e responsável também pela direção de “The Loners – Os Solitários de Williams”, Wellington Duran falou com exclusividade ao Portal Atibaia News sobre a peça e explicou a razão de ter escolhido textos base do autor norte americano Tennessee Williams, apesar de tantos escritores nacionais também abordarem dramas semelhantes.

Primeiramente ele recordou que o TEATRO ARTAUD já fez sucesso com montagens de autores nacionais.

“A marca registrada da linguagem e estética do TEATRO ARTAUD sempre foi a irreverência e a inquietação de Atores dispostos em expor sem nenhuma reserva as problemáticas sociais políticas que transitam em todas as camadas da pirâmide social, em especial a marginalidade, que corrompe seres humanos degradados pela dureza de suas vidas vazias e sem sentido.

Seguindo esse percurso exploramos o bendito maldito autor brasileiro Plínio Marcos referência do basfond brasileiro, em um espetáculo que levou 15 premiações em Festivais de Teatro entre os anos de 2007 a 2009.”

A partir disso, Wellington passou então a trabalhar com a ideia de criar um novo drama, dessa vez inspirado em um autor internacional, mas que seguisse abordando temas universais como a solidão, a depressão e a ansiedade.

“Com a experiência de já ter visitado um grande autor brasileiro,  pensamos ser o momento de homenagear um dramaturgo estrangeiro que além de ser um ícone para meu trabalho como ator e diretor do Teatro Artaud, seria o cerne das nossas convicções  relativas ao que queríamos dialogar nesse momento com uma sociedade que vive a acentuação de efeitos nocivos da pandemia, como a violência doméstica, o machismo, os preconceitos relativos à identidade de gêneros, a decadência financeira de algumas famílias e principalmente as neuroses acentuadas no período de isolamento social, em especial a depressão, ansiedade e pânico, fatos esses que levam a um mergulho nas fugas emocionais como o álcool, as drogas e a prostituição. Diante disso, nada mais próximo de nossas mãos como a brilhante obra do premiadíssimo autor americano Tennessee Williams, que teve a coragem de expor as feridas do pós-guerra americano nos anos 50, exorcizando em seus textos todos os temas pertinentes aos nossos dias atuais, fato esse que confirma a universalidade e atemporalidade de sua obra, imortalizada por personagens que são espelhos da sociedade contemporânea.” Resumiu o diretor.

O Portal Atibaia News também perguntou: Quem não tem experiência com teatro, mas assistiu a “Uma Rua Chamada Pecado” vai conseguir identificar traços do autor Tennesse Williams em “The Loners”? O que o público pode esperar neste final de semana?

“O sucesso de “Uma Rua Chamada Pecado” protagonizado por Marlon Brando e mais tarde com a liberação do nome original da obra “Um bonde Chamado Desejo”, protagonizado por Alec Baldwin, associada à “Gata em Teto de Zinco Quente” com Lyz Taylor, e mais “A Margem da Vida”, são as 03 grandes obras cinematográficas que estão com suas principais cenas recortadas na peça THE LONERS, sendo o estopim dos 07 textos curtos adaptados e costurados dentro da peça que tem como tema recorrente a solidão humana em meio a marginalidade, o desejo e a loucura. Nesse sentido o público pode esperar uma entrega visceral dos atores em cena, mergulhando profundamente na densidade das cenas e das personagens tristes e solitárias de Tennessee Williams, brilhantemente interpretadas de maneira poética e real, levando o público a um lugar de emoção e exacerbação da condição humana sensível aos grandes dramas da vida.” Conclui Wellington.

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