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Atibaia e Bragança Paulista têm o aluguel mais caro da região

Cidades menores como Pinhalzinho e Pedra Bela se tornam opções para quem procura um custo de vida mais acessível

A busca por qualidade de vida, a proximidade com a capital paulista e a consolidação do trabalho remoto transformaram a Região Bragantina em um dos metros quadrados mais cobiçados do interior de São Paulo. Esse crescimento acelerado mexeu, sobretudo, com o mercado imobiliário de aluguéis nos municípios vizinhos.

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Segundo dados definitivos do Censo 2022 do IBGE, enquanto a população brasileira cresceu em média 6,5% entre 2010 e 2022, a Região Bragantina avançou em um ritmo quase três vezes maior, registrando uma alta demográfica geral de 19,7% no período.

Atibaia viu sua população saltar para 158.640 habitantes, um aumento de 25,31% em relação ao censo anterior. Já Bragança Paulista, que se manteve como a cidade mais populosa da região (176.811 habitantes), registrou um salto superior a 20% no mesmo intervalo.

O impacto dessa migração é sentido no bolso de quem busca um imóvel para alugar. A região vive uma escalada de preços puxada tanto pelo mercado de luxo quanto pelo déficit habitacional das maiores cidades e polos industriais. Levantamentos de portais imobiliários e especialistas do setor apontam que Atibaia e Bragança Paulista lideram isoladamente o ranking dos valores de aluguéis mais altos.

O cenário local acompanha o superaquecimento do mercado nacional: segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial, o preço do aluguel acumulou alta de 13,50% no país ao longo de 2024, superando a inflação. Em Atibaia e Bragança Paulista, porém, a valorização é ainda mais intensa, impulsionada pela forte presença de loteamentos fechados e condomínios de alto padrão.

Em Bragança Paulista, residenciais exclusivos chegam a registrar aluguéis entre R$ 10.000 e R$ 25.000 mensais para casas de luxo. Já em Atibaia, a infraestrutura voltada ao turismo e as amplas áreas de lazer consolidaram a cidade como um polo de alto custo. Para imóveis comuns nesses dois municípios, o aluguel varia de R$ 1.800 a R$ 4.000. Isso reflete a pressão que o mercado nobre exerce sobre os bairros tradicionais, reduzindo as opções para quem procura valores mais acessíveis.

Piracaia e Bom Jesus dos Perdões também apresentam crescimento acima da média

 

Se Atibaia e Bragança Paulista, consideradas as “cidades grandes” da região, atraem pelos condomínios e imóveis de luxo, municípios intermediários vivem fenômenos imobiliários impulsionados por outros fatores.

É o caso de Piracaia. Impulsionada pelo complexo de represas do Sistema Cantareira, a cidade se destaca no mercado ao atrair paulistanos em busca de casas de campo e propriedades de lazer.

A proporção de inquilinos nesses locais também chama a atenção. Segundo o Censo 2022, 32,9% dos moradores de Piracaia vivem de aluguel — um índice que supera a própria média da capital paulista (31,1%).

O recorde regional, porém, pertence a Bom Jesus dos Perdões. O levantamento revelou que 39% de sua população vive em imóveis alugados. A proporção é praticamente o dobro da média nacional, que gira em torno de 20,2%.

Especialistas apontam que ter quase quatro em cada dez moradores pagando aluguel em uma cidade de pequeno porte evidencia uma pressão populacional atípica. O fenômeno é alimentado pela proximidade com o eixo industrial da rodovia Fernão Dias e pela baixa oferta de moradias próprias.

 

Onde o aluguel ainda é barato?

Na contramão da inflação imobiliária dos grandes polos, os municípios que formam o chamado "Circuito Entre Serras e Águas", um pouco mais afastados das rodovias Fernão Dias (BR-381) e Dom Pedro I (SP-065), mantêm o custo de vida acessível e atraem quem busca fugir dos aluguéis mais caros.

Cidades como Pinhalzinho, Pedra Bela, Vargem e Tuiuti despontam como as opções mais econômicas da Região Bragantina. Em Pinhalzinho, por exemplo, é possível encontrar casas residenciais de dois quartos na faixa de R$ 1.200 a R$ 1.500 mensais.

Esses municípios oferecem um estilo de vida mais pacato, típico do interior, com comércio essencial e maior contato com a natureza. Como não possuem a mesma infraestrutura de Atibaia e Bragança Paulista, a pressão especulativa é menor. O perfil atrai aposentados, trabalhadores remotos e famílias dispostas a encarar o deslocamento diário em troca de mais espaço físico e um orçamento doméstico equilibrado.

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