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POSTADO EM 07/05/2025 - 11h22

Atleta de Atibaia é convocada pela Seleção Brasileira de Powerlifting

Thainá Vitória Xavier conquistou em maio o vice-campeonato brasileiro de powerlifting

Fotos: Arquivo pessoal

Com a colaboração de Josiane da Silva Lima*

A jovem atleta de powerlifting de Atibaia, Thainá Vitória Xavier, de apenas 19 anos, se tornou em pouco tempo um dos destaques do país em sua categoria, até 52kg.

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Thainá conquistou o 2º lugar no Campeonato Brasileiro de Powerlifting Clássico, realizado entre os dias 28 de abril e 1º de maio, em São Paulo. Na última semana, mais uma surpresa, recebeu a notícia da convocação para integrar a equipe da seleção brasileira de powerlifting, como reserva em sua categoria, no campeonato Sul Americano Clássico.

O Powerlifting é um esporte de força em que os atletas precisam realizar três movimentos básicos do levantamento de peso: agachamento, supino e levantamento-terra. Os atletas competem em categorias separadas por peso e idade, sendo avaliados pela soma dos pesos levantados nos três movimentos.

Com apenas 19 anos, a jovem atleta de Atibaia conseguiu marcas importantes, mesmo com uma trajetória ainda recente no powerlifting. Thainá disputou seu primeiro torneio em julho de 2024, conquistando o 1º lugar no campeonato estadual da modalidade com total de 220 kg na soma dos três movimentos: agachamento, supino e levantamento terra. Em outubro, do ano passado, venceu novamente o campeonato estadual de supino, com uma marca de 47,5 kg.

A evolução da atleta levou a conquista do 2º lugar no Campeonato Brasileiro de Powerlifting Clássico, com impressionantes 262,5 kg na soma dos três movimentos.

No momento, Thainá não conta com patrocínios e nem auxílio do poder público, para se manter no esporte, e nas últimas competições utilizou equipamentos básicos emprestados (singlet, munhequeira, joelheira e cinto).

O campeonato brasileiro seguiu as regras oficiais da International Powerlifting Federation (IPF), sendo organizado no Brasil pela Confederação Brasileira de Levantamentos Básicos (CBLB). As competições foram realizadas na categoria "clássica" (raw), permitindo apenas o uso de equipamentos básicos de proteção e suporte.

Com o vice-campeonato nacional recém-conquistado, Thainá já tem um novo objetivo à vista: o Campeonato Estadual de Powerlifting, previsto para novembro. Serão sete meses de preparação intensa e metódica, sob a orientação de treinadores especializados, respeitando as etapas fundamentais da periodização esportiva.

A jovem atleta concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal Atibaia News.

Portal Atibaia News: Como foi receber a notícia da convocação para a seleção brasileira de Power lifting?  Você esperava ser convocada?

Thainá: Sobre a minha convocação, eu fui para a competição(campeonato brasileiro) já bem esperançosa, mas confesso que, ao conquistar o segundo lugar, achei que essa chance estivesse praticamente nula. Quando assisti à live e ouvi meu nome sendo anunciado, foi uma surpresa enorme — fiquei extremamente feliz e emocionada.

Como é a divisão das competições da modalidade no Brasil? Em quais ocasiões o atleta é convocado para competir pelo país?

Os campeonatos nacionais são disputados individualmente, mas a nível estadual, representamos equipes específicas. No meu caso, sou atleta da HL Team. Já em competições de nível nacional, como o Brasileiro, representamos a Federação Paulista de Powerlifting (FPP).

Nos campeonatos internacionais — como o Sul-Americano, Pan-Americano e o Mundial — passamos a integrar a Seleção Brasileira de Powerlifting, representando o Brasil. Essas competições acontecem uma vez ao ano e contam com uma estrutura muito mais completa, tanto em suporte técnico quanto em organização."

Como você explicaria o “Powerlifting” para alguém que não conhece? Como surgiu seu interesse pela modalidade?

“O powerlifting é um esporte onde você descobre seus próprios limites. A gente compete com pessoas da mesma categoria, mas o foco é superar a si mesma. Com muito treino, você começa a se conhecer de verdade — fisicamente e psicologicamente — e isso te permite levantar cargas que nem imaginava. Eu só conheci esse mundo porque meu amigo, que hoje é meu treinador, me viu treinando com pesos altos e disse: ‘se você se dedicar, pode se destacar’. E foi aí que tudo começou.”

Como é ser uma atleta mulher em um esporte de força? Existe ainda algum tipo de preconceito ou machismo, quando uma mulher decide se dedicar ao powerlifting?

 “Ser mulher no powerlifting não é fácil. Além do esforço físico, tem o desafio de conquistar espaço num esporte que ainda é muito masculino. Comecei com tudo emprestado — singlet, cinto, joelheira, munhequeira — e precisei aprender a lidar com olhares e comentários que duvidam do que uma atleta pode fazer. Também tem o custo das competições e a falta de visibilidade. Mas nada disso me desanima. Cada treino é uma chance de provar que lugar de mulher é onde ela quiser — inclusive no pódio.”

Você pode conhecer melhor a atleta e sua rotina de treinamentos através do seu Instagram: @ea_thaii_

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