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POSTADO EM 01/09/2021 - 09h05

Ruiter Silva aposta em crescimento esportivo após as Paralimpíadas de Tóquio

Goiano não subiu ao pódio, mas volta do Japão com um quarto lugar no revezamento 4 x 100m livre 34 pts e muita bagagem para as próximas competições (foto: Ale Cabral/CPB)

Ruiter Silva não subiu ao pódio da natação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, mas ele considera que a participação na segunda Paralimpíada contribuiu muito para o seu crescimento esportivo e será importante para as futuras competições. No roteiro do goiano na capital japonesa, duas provas individuais e a participação no revezamento 4 x 100m livre 34 pts, quando a equipe brasileira ficou perto da medalha, finalizando na quarta posição.

“Essa Paralimpíada foi marcada por muito aprendizado. Às vezes, infelizmente, as coisas saem daquilo que nós imaginamos, que nós pensamos ter sob controle. Mas o mais importante é que eu tenho consciência que nadei o melhor que eu pude. Tudo o que eu tinha, coloquei na água”, avalia o nadador, que lamentou uma contusão sofrida no período em que a delegação esteve em Hamamatsu, antes de seguir para Tóquio.

“Eu acabei sentindo uma lesão na minha escápula, que afetou a minha posição de nado. Na minha principal prova, que era os 50m livre (S9), o tempo para entrar na final foi 26seg34 e eu já nadei pra isso esse ano, inúmeras vezes. Por isso que me doeu muito (não ter ido à final), porque era o meu foco aqui”, diz Ruiter, que fez o tempo de 26seg70 nas eliminatórias. Na segunda prova individual, os 200 metros medley SM9, disputada na noite desta terça (31), o brasileiro também não avançou à final. 

Ressaltando o alto nível da competição, Ruiter analisa o seu desempenho e traça a próxima meta da carreira. “A minha participação, olhando somente os números, foi bem aquém daquilo que eu esperava, mas em termos de conhecimento eu aprendi muito mais do que eu imaginava. Num balanço, isso é muito positivo. Esse ano, devido a pandemia, acredito que não teremos mais competições. Agora é manter os treinamentos e seguir em busca do sonho, que não acaba aqui. Paris (Paralimpíada 2024) passa a ser o foco principal e vamos com tudo”.

Com a viagem de volta para o Brasil marcada para sexta-feira (3), Ruiter Silva não segura a ansiedade. “Não vejo a hora de ir pra casa encontrar minha família, minhas filhas, meus pais, pra contar pra eles tudo o que eu vivi aqui”.

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