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POSTADO EM 05/03/2021 - 09h33

Mulheres são mais afetadas com a falta de saneamento básico

Estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil aponta o saneamento como um fator determinante para questões de renda, saúde e educação para esse público (Foto: Trata Brasil)

A falta de saneamento básico, como se sabe, afeta em maior intensidade as classes de baixa renda e mais socialmente vulneráveis, porém, quem sofre ainda mais com a privação são as mulheres. De acordo com o estudo desenvolvido pelo Instituto Trata Brasil intitulado “O Saneamento e a Vida da Mulher Brasileira”, em 2018, cerca de 27 milhões de mulheres não tinham acesso ao saneamento básico. A pesquisa concluiu ainda que, ter água potável, sistema de esgotamento sanitário e coleta de lixo poderiam tirar mais de 635 mil mulheres da pobreza extrema. 

Com situações como evasão escolar, afastamento por doença, egresso para cuidar de familiares e diminuição de renda, a mulher é a mais prejudicada pela ausência do saneamento. Segundo o Painel do Saneamento Brasil, em 2018, 120.461 mulheres sofreram internações por esquistossomose, malária, dengue, febre amarela e diarreia. O número de homens internados pelas mesmas doenças foi de 113.419, ou seja, uma diferença de aproximadamente 7 mil internações entre os gêneros. Outro apontamento feito pelo indicador foi em relação à renda, pois a pesquisa mostrou que o rendimento das mulheres sem saneamento era R$100 inferior ao dos homens. Já com o esgotamento sanitário à disposição, haveria um aumento de R$321,03 ao ano, o que resultaria em 12 milhões na economia nacional. 

Em Atibaia, cerca de 52% da população é composta por mulheres e os demonstrativos de renda e escolaridade são muito promissores. O município é atendido pela Atibaia Saneamento, operação responsável pelo sistema de esgotamento da cidade, que tem melhorado a qualidade de vida de muitas mulheres. Na cidade, as incidências de internações por doenças relacionadas a falta de saneamento foram de apenas 1,37 por 10 mil habitantes em 2018, além de manter até hoje um cenário de renda positivo para as mulheres, o que reflete os esforços da empresa juntamente com a SAAE para levar saneamento básico aos moradores da cidade. “Sabemos que os índices de saneamento básico estão ligados ao nível de desenvolvimento de um município, por isso buscamos a modernização e melhoria dos nossos processos, para que em breve possamos alcançar a universalização do esgoto e promover mudanças socioeconômicas na vida de muitas mulheres”comenta Mateus Banaco, diretor da Atibaia Saneamento. 

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