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Pesquisa mostra que reajustes na conta de água tiveram alterações mínimas nos últimos anos
Conforme compilado de dados do Trata Brasil, o gasto das famílias brasileiras com energia elétrica ainda é maior
Estudo recente do Instituto Trata Brasil (ITB) revelou que, as famílias no país gastam mais com serviços de telecomunicações e energia elétrica e menos com infraestrutura de água e esgoto. O levantamento feito entre 2008 e 2018 e divulgado em julho de 2021, apontou para a estabilidade nas despesas de saneamento e um avanço no número de pessoas atendidas. A apresentação dos dados é importante, já que quase metade dos brasileiros têm dificuldade para manter em dia as contas básicas, situação que se agravou ainda mais após a pandemia.
De acordo com a pesquisa do ITB, houve uma sutil queda de 1,0% na média de gastos mensais com saneamento, passando de R$ 68,86 em 2008 para R$ 68,20 em dez anos, sem excedentes consequentes da inflação. Em contrapartida, somente neste o ano a conta de luz já subiu mais três vezes em decorrência, principalmente, da crise hídrica enfrentada no país. Assim, o resultado é refletido diretamente no orçamento doméstico.
Entretanto, vale lembrar que os esforços em coleta e tratamento de esgoto oferecem um retorno extremamente positivo e promovem importantes transformações socioeconômicas. Um exemplo disso é a relação de gastos apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS): a cada R$ 1 empregado em água tratada e esgotamento sanitário, outros R$4 são poupados em saúde. “Com o desenvolvimento do setor, trabalhamos para que haja maior cobertura e mais qualidade nos serviços prestados, entendendo os benefícios que o investimento em saneamento pode trazer a longo prazo”, comenta o diretor geral da Atibaia Saneamento, Mateus Banaco.
Em Atibaia, município atendido pela companhia, o investimento em obras e modernizações teve um grande aumento nos últimos dez anos, ultrapassando R$ 11 milhões somente em 2019. O resultado da aplicação teve bons reflexos notados pela baixa incidência de internações por doenças de veiculação hídrica na cidade, além da elevação no rendimento médio de trabalho dos atibaienses no mesmo ano, conforme os dados coletados pelo IBGE e DataSUS. Hoje, a meta da operação é avançar ainda mais em cobertura de esgoto, assistindo a 75% da população urbana com tratamento de esgoto até o final de 2021.