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Justiça bloqueia R$ 12 milhões de empresa após demissão em massa em Jarinu
Empresa encerrou atividades em Jarinu (SP) e não pagou verbas rescisórias, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba (SP). Trabalhadores também não tiveram acesso ao FGTS e ao seguro-desemprego.
Foto: Divulgação
A Justiça determinou, na segunda-feira (19), o bloqueio de quase R$ 12 milhões nas contas bancárias da empresa Eagle do Brasil LTDA, após a demissão de quase 200 funcionários da unidade de Jarinu (SP), sem o pagamento das verbas rescisórias.
Na ação judicial, o Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba (SP) informou à Justiça que, embora os Termos de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCTs) tenham sido emitidos, não houve o pagamento das rescisões e nem a liberação de guias para saque do FGTS e habilitação no seguro-desemprego.
O sindicato relatou ainda que, após o fechamento da unidade em Jarinu, a empresa retirou máquinas e equipamentos do local, o que, segundo a instituição, poderia caracterizar tentativa de esconder patrimônio.
A decisão, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, determinou o bloqueio de R$ 11.376.944,64, a proibição da venda de um imóvel que pertence à empresa e a apreensão de máquinas, equipamentos e veículos.
De acordo com um dos ex-funcionários, Alexandre Barite, 192 colaboradores foram demitidos em 8 de janeiro e não receberam, além das verbas rescisórias, o salário do mês trabalhado.
"O pessoal está desesperado. Nem no seguro-desemprego conseguiram dar entrada por falta de documento", relatou o empregado.
Conforme o sindicato, a empresa Filtros Fram foi comprada pelo Eagle do Brasil e fabricava filtros automotivos na planta em Jarinu.
O g1 tenta contato com a empresa, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.