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Dia Nacional da Mamografia e Dia do Mastologista: datas de fundamental importância para a prevenção ao câncer
Em algumas regiões do Brasil, o índice de realização de mamografias caiu 80% durante a pandemia, estatística que alerta para o relevante número de demandas reprimidas em nossa sociedade.
Neste sábado, 5 de fevereiro, celebramos o Dia Nacional da Mamografia e o Dia do Mastologista, datas de fundamental importância para que continuemos fomentando a importância do autocuidado e do diagnóstico precoce no contexto de prevenção ao câncer.
Infelizmente, a pandemia da COVID-19 impactou (e ainda impacta) negativamente o cenário do câncer no Brasil. Dr. Anastasio Berrettini Junior (CRM 94.273), médico mastologista do Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus, explica que, em algumas regiões do País, o índice de realização de mamografias caiu 80%, estatística que alerta para o relevante número de demandas reprimidas em nossa sociedade.
"O impacto colateral desta pandemia foi afastar a população dos exames de rotina. E quando falamos em câncer de mama, orientamos à realização da mamografia em pacientes sem sintomas, buscando alterações imperceptíveis pela mulher ou pelo médico. Sem o diagnóstico realizado de forma precoce ou em tempo hábil, a pessoa nos procurará quando o tumor já apresenta sinais clínicos, tais como: nódulo com aumento de tamanho, abaulamentos e dor local. Mas, nesses casos, muitas vezes, não há mais condições de cirurgia, e ela precisará iniciar o tratamento quimioterápico. Isso já se reflete nos atendimentos em âmbito SUS", detalha o especialista.
Dr. Anastasio Berrettini Junior explica que a mamografia é o único exame capaz de identificar o câncer em sua forma inicial, também chamada de pré-clínica.
"A mamografia não previne o câncer, mas faz sua identificação precoce. Estudos mostram que ela antecipa um câncer palpável em 2 ou 3 anos. E o seu tamanho implica diretamente no curso do do tratamento e nas chances de cura. Tumores menores exigem intervenções (mastectomia e quimioterapia) menos agressivas e têm maior potencial de resolução".
Abaixo, Dr. Anastasio Berrettini Junior esclarece as principais dúvidas a respeito da mamografia e do panorama preventivo do câncer de mama. Confira!
Dia Nacional da Mamografia e Dia do Mastologista: datas de fundamental importância para a prevenção ao câncer "Comece fazendo o que é necessário. Depois, o que é possível. E, de repente, você estará fazendo o impossível" (São Francisco de Assis) Em algumas regiões do Brasil, o índice de realização de mamografias caiu 80% durante a pandemia, estatística que alerta para o relevante número de demandas reprimidas em nossa sociedade.
"O impacto colateral desta pandemia foi afastar a população dos exames de rotina. E quando falamos em câncer de mama, orientamos à realização da mamografia em pacientes sem sintomas, buscando alterações imperceptíveis pela mulher ou pelo médico. Sem o diagnóstico realizado de forma precoce ou em tempo hábil, a pessoa nos procurará quando o tumor já apresenta sinais clínicos, tais como: nódulo com aumento de tamanho, abaulamentos e dor local. Mas, nesses casos, muitas vezes, não há mais condições de cirurgia, e ela precisará iniciar o tratamento quimioterápico. Isso já se reflete nos atendimentos em âmbito SUS", detalha o especialista.
Dr. Anastasio Berrettini Junior explica que a mamografia é o único exame capaz de identificar o câncer em sua forma inicial, também chamada de pré-clínica.
"A mamografia não previne o câncer, mas faz sua identificação precoce. Estudos mostram que ela antecipa um câncer palpável em 2 ou 3 anos. E o seu tamanho implica diretamente no curso do do tratamento e nas chances de cura. Tumores menores exigem intervenções (mastectomia e quimioterapia) menos agressivas e têm maior potencial de resolução".
Abaixo, Dr. Anastasio Berrettini Junior esclarece as principais dúvidas a respeito da mamografia e do panorama preventivo do câncer de mama. Confira!
Quando se deve fazer uma mamografia? Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SMB), a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), toda mulher deverá iniciar a mamografia a partir dos 40 anos e manter sua realização de forma anual. Quando houver dúvidas na avaliação da mamografia, podem ser solicitados exames adicionais, tais como: ultrassonografia e ressonância magnética das mamas. Entretanto, o único exame que faz o diagnóstico de câncer de mama é a biópsia (procedimento realizado por agulhas ou até de forma cirúrgica, onde o material é retirado e enviado para avaliação anatomopatológica).
Como é realizado o exame de mamografia? O exame é um pouco desconfortável, pois existe uma pressão de 10kg a 12kg, aproximadamente, na mama, através de duas incidências (posições) em cada. Entretanto, a pressão é instantânea. Caso exista uma alteração, podem ser realizadas manobras adicionais, denominadas magnificação e compressão localizada.
Quais os pré-requisitos e contraindicações da mamografia? O pré-requisito é estar dentro da faixa etária. E não existe contraindicação. Até mesmo as grávidas podem realizar a mamografia (com proteção abdominal). Ocasionalmente, aparecem "fake news" a respeito deste processo. Uma delas aponta que as mulheres que realizam mamografia de rotina têm grande chance de desenvolver câncer de tireoide. Porém, tal risco não existe.
Quanto tempo demora para o resultado da mamografia? Em âmbito SUS, a paciente terá o resultado em, aproximadamente, 21 dias. Caso o procedimento seja feito de forma particular ou via convênios, o resultado estará à disposição em poucos dias. "Comece fazendo o que é necessário. Depois, o que é possível. E, de repente, você estará fazendo o impossível" (São Francisco de Assis)
Dr. Anastasio Berrettini Junior Graduado em Medicina pela Universidade São Francisco (USF), em 1998, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia cumprida no HUSF (1999 a 2000). Possui título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia (2001) e Mastologia (2002) e é ex-fellow do Istituto Europeo di Oncologia, em Milão-ITA. Realizou o aperfeiçoamento em Cirurgia Reparadora de Mama no Hospital de Câncer de Barretos (2015 a 2016). Em março de 2020, defendeu seu Doutorado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP.