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Diarista luta para garantir saúde a filha Emelly, portadora de necessidades especiais
Renata Aparecida já procurou, em vão, ajuda na Prefeitura, na APAE, na ACD e em outras organizações da sociedade civil
A história de superação da diarista Renata Aparecida, moradora de Atibaia, começou quando em dezembro de 2016, ela foi para a Universidade São Francisco, em Bragança Paulista, para dar à luz a filha Emelly.

O parto foi prematuro, e a criança nasceu com 5 meses, pesando apenas 775 gramas. Essa condição fez com que a pequena criança fosse internada na UTI Neonatal e precisasse de uma série de cuidados especiais.
“Por causa do parto prematuro, Emelly passou por cirurgia no canal arterial do coração e cirurgia de fotocogulação a laser devido retinopatia da prematuridade, sendo diagnosticada com baixa visão, broncodisplasia pulmonar, microcefalia e paralisia cerebral.” Conta Renata.
Todos esses problemas de saúde exigiam cuidados especiais que a moradora de Atibaia sempre teve dificuldade em conseguir.
No início o problema maior era a alimentação de alto custo, mas conforme Emelly foi crescendo novos gastos iam surgindo e pouco era conseguido através do SUS.
Segundo Renata, a baixa imunidade de Emelly impediu inclusive que ela conseguisse uma vaga na APAE durante a pandemia de COVID-19.
Por um breve período uma ONG auxiliou no tratamento, com ótimo resultado, mas devido ao alto custo dos cuidados foi apenas temporário.
Com o SUS, Renata conta que muito pouco foi feito pela qualidade de vida de sua filha, e que nem o alimento de alto custo recebeu por se recusar a fazer uma cirurgia que considerava desnecessária e invasiva.
“Quando eu precisei do leite dela, que era muito caro, uma lata era quase R$ 200,00 na época, me disseram para pedir no postinho de saúde, que lá havia medicamento de alto-custo. Uma médica veio aqui em casa, e sugeriu a colocação de uma sonda gastrointestinal para que a Emelly se alimentasse por sonda. Não permiti, pois já é sofrimento demais, e minha filha consegue comer pela boca, decidi não fazer isso. A médica falou para mim: ou é isso ou nada.” Relata.
Hoje, Renata arca com praticamente todos os custos de alimentação de Emilly, que precisa de cuidados frequentes em especialidades médicas como Neurologia, Cardiologia, Fisioterapia, entre outros; mas seu sonho era que a filha pudesse ser acompanhada por uma equipe médica especializada.
A mãe luta para conseguir uma nova órtese, que sustenta as pernas de Emilly; o equipamento possui custo de cerca de 2 mil reais, que a família não dispõe no momento.
O Portal Atibaia News entrou em contato com a Prefeitura de Atibaia, através de sua Assessoria de Comunicação questionando se o município oferece algum tipo de auxílio para as necessidades especiais de Emelly. Depois de dois dias, até o fechamento desta matéria, a prefeitura não enviou uma resposta.
Organizações da Sociedade Civil ou benfeitores que puderem colaborar com a aquisição da órtese necessária para Emelly, ou com os cuidados médicos necessários à sua reabilitação, podem entrar em contato com o Portal Atibaia News pelo email: redacao@portalatibaianews.com.br
Órteses são aparelhos de uso provisório que permitem alinhar, corrigir ou regular uma parte do corpo. Auxiliam nas funções de um membro