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POSTADO EM 18/09/2022 - 08h23

Vereador propõe criação do Programa de Suporte Emocional para os Profissionais da Saúde

Ele também indicou a implantação de capacitação de professores da rede municipal para o cuidado com crianças autistas

O vereador Sidnei Luciano Gonçalves (Sidnei Guerreiro) encaminhou nesta semana um anteprojeto de lei ao Poder Executivo que institui o “Programa de Suporte Emocional para os Profissionais da Saúde” em Atibaia.

“Após esses difíceis anos pandêmicos, onde todo o esforço foi em conter a disseminação do vírus SARS-CoV-2, os profissionais da saúde foram colocados à prova, trabalhando horas a mais e se colocando na frente da batalha em um momento tão delicado. O cenário já melhorou e, após praticamente dois anos, o mundo já está respirando mais tranquilo, porém muitos destes profissionais encontram-se com exaustão mental, psicológico abalado e com o risco de desenvolver desordens emocionais após esse momento mais crítico da pandemia. Portanto, torna-se pertinente a criação de um programa que vise melhorar a saúde mental dos nossos profissionais e oferecer a todos uma saúde digna”, afirmou o vereador.

De acordo com o documento, que tem como foco médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem que atuam nos diversos postos de atendimento públicos, o programa prevê atendimento psicológico a esses trabalhadores, que poderá ser realizado de forma virtual ou presencial. Caberá à Secretaria Municipal de Saúde gerenciar as demandas e elaborar um cronograma com os prazos e duração do atendimento. O Poder Executivo também estará autorizado a firmar parcerias e convênios com a rede privada e estadual, bem como estipular descontos e incentivos.

Autismo na rede pública de ensino    

Em outra indicação, Sidnei Guerreiro solicita à Prefeitura a implantação de formação e/ou capacitação dos professores da rede pública de ensino para o cuidado com crianças autistas: “nosso objetivo é a inclusão do autismo em sala de aula, fato que já sabemos ser garantido por lei e que é muito positivo para professores, alunos e famílias desses estudantes, porém que requer adaptações e estratégias diferenciadas”.

O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.

Segundo o vereador, a formação e/ou capacitação poderia ser dada em forma de encontros teóricos, abertura de horário na grade de trabalho para pesquisa e aprofundamento sobre o tema, oferecimento de cursos, acesso à pós-graduação na área, bem como investimento em contratação de mais profissionais multidisciplinares para a rede municipal de ensino.   Ainda, há de se avaliar a extrema necessidade de psicólogos e psicopedagogos dando o suporte preciso a essas atividades.

“A formação especializada visa fornecer mecanismos suficientes para prover o mínimo às crianças com autismo, bem como garantir a segurança de todas as demais crianças e um desenvolvimento mais humano e empático no ambiente escolar, concretizando os direitos e garantias dispostos em nossa Constituição e no Estatuto da Criança e Adolescente”, concluiu o vereador.

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