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Em Atibaia 'Família Acolhedora' auxilia crianças e adolescentes afastados do convívio familiar
Serviço é uma parceria entre Casa do Caminho e Prefeitura de Atibaia
Foto: divulgação
Você já ouviu falar do “Família Acolhedora”?
Ele surgiu da necessidade de oferecer proteção, carinho e afeto a crianças e adolescentes que são afastados do convívio familiar por diversos motivos.
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Em Atibaia o projeto teve sua lei aprovada em 2020, e agora é um serviço disponível a sociedade em uma parceria entre a prefeitura municipal e a “Casa do Caminho”.
Quando a lei determina que uma criança ou adolescente precisa ser separado de sua família, para garantir sua segurança e seu bem-estar físico e psicológico, elas podem ser encaminhadas a famílias voluntárias cadastradas que se prontificam a cuidar e acolher esses indivíduos por um determinado período.

Uma das principais características do serviço é que a criança ou adolescente não necessariamente será afastada de sua família biológica de forma definitiva, portanto o “Família Acolhedora” atua para garantir que ela tenha um respaldo emocional e a proteção adequada até que a sua situação seja definida pela justiça.
Não é adoção: é acolhimento responsável
Um ponto primordial para entender a atuação e a finalidade do “Família Acolhedora” é compreender que não se trata de encaminhar crianças para famílias que desejam a adoção.
As famílias voluntárias passam por um rigoroso processo seletivo e devem entender que a acolhida a uma criança ou adolescente do serviço será provisória, não existindo a possibilidade de a família adotar essa criança futuramente.
Caso realmente não seja possível o retorno dessa criança ou adolescente para sua família de origem, o acolhido será direcionado, judicialmente, para processo de adoção em família substituta. Ou seja, família acolhedora tem caráter temporário e a adoção um caráter definitivo.
Coordenadora explica como o projeto atua no município
O Portal Atibaia News entrevistou a psicóloga e coordenadora do Família Acolhedora, Renata Rosa Rodrigues, que abordou os principais pontos do serviço e falou sobre como ele atua no município.
Portal Atibaia News: Como surgiu o projeto “Família Acolhedora”? Há quanto tempo ele atua em Atibaia?
Renata: O Família Acolhedora, foi um projeto do município, tendo sua lei aprovada em 2020.
E o serviço iniciou em 2021 e conta com uma equipe técnica ( coordenação, Assistente social e psicólogo)
Qual o perfil das famílias que geralmente se candidatam a participar do projeto?
Possuímos perfis diferentes de famílias acolhedoras, desde posição financeira até estrutura familiar.
Temos casais com filhos, sem filhos, e até mesmo pessoas solteiras que se candidatam.
Quantas crianças já foram beneficiadas pelo projeto?
Temos 13 crianças/adolescentes já beneficiados com o projeto.

O projeto tem algum vínculo com a administração pública? Quem sustenta o projeto?
O serviço é financiado pela prefeitura e administrado pela Casa do Caminho, que é a OSC que ganhou o chamamento.
Como é feita a seleção das famílias? Não existe o risco de pessoas mal intencionadas utilizarem o projeto para se aproximarem de crianças e adolescentes vulneráveis?
As famílias são voluntárias e passam por um processo de formação e acompanhamento, tudo feito pela equipe técnica.
Então primeiro é agendado uma conversa para explicarmos o serviço e tirar as dúvidas, depois iniciamos a formação presencial, que são 04 encontros, depois temos a parte de documentação e depois a visita domiciliar.
Durante todo o período em que a família está acolhendo a criança, ambas são acompanhadas.
Então para ser família acolhedora precisa passar por esse processo de formação e avaliação da equipe.
O que acontece se existe uma rejeição da criança a nova família? Ou se por outro lado a família não se adapta a criança que está sendo acolhida? Isso não pode gerar um novo trauma na criança?
Os traumas infelizmente podem acontecer em qualquer momento ou em qualquer ambiente sendo na família acolhedora ou até mesmo no acolhimento institucional. Porém caso alguma criança não se adapte e peça para voltar ao acolhimento institucional, ela será ouvida.
Em média, quanto tempo a família acolhedora permanece com a criança ou adolescente no projeto?
A família acolhedora, fica com a guarda provisória da criança, por um período de 02 anos, porém o ideal é que a situação seja resolvida o mais breve possível. Então o tempo de permanência varia muito de caso para caso.
Se durante o período de acolhimento tanto a família, quanto a criança, desenvolverem um laço afetivo, essa família poderá ser candidata a adoção?
Um dos requisitos para ser Família acolhedora é não estar na fila de adoção, então em nenhum momento essa família pode adotar essa criança.
Mas vale lembrar que nem toda criança que está no abrigo ou na família acolhedora está para adoção.
O vínculo de afeto e cuidado é essencial para garantir que a criança ou adolescente receba a atenção e amparo de que necessita.
Quer ser Família Acolhedora? Quer conhecer melhor o serviço?
Whatsapp: (11) 9.1359-1905
Instagram: @familia.acolhedoradeatibaia
Facebook.com/fadatibaia