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Mês da Mulher: serviço de Conservação do Corredor Dom Pedro de rodovias passa a contar com equipes 100% femininas

Profissionais utilizam roçadeiras, lideram equipes e conduzem caminhões em área, até então, exclusiva para homens

Foto: Rota das Bandeiras
Mulheres dirigindo caminhões, roçadeiras e na liderança de equipes. Esta é uma nova realidade que veio para ficar no Corredor Dom Pedro de rodovias. A equipe de Conservação que atua na Concessionária Rota das Bandeiras conta, há duas semanas, com 14 profissionais, em diferentes funções. E, ainda durante o mês março, outras 20 mulheres se juntarão ao time.
A quebra de paradigmas e a forte presença feminina em uma área, até então exclusiva dos homens, faz parte de um objetivo estabelecido nacionalmente pelo Grupo ELO, responsável pelo contrato de manutenção nas rodovias. Em janeiro deste ano, a empresa definiu a meta de ter 10% do seu efetivo – hoje composto por 2.100 profissionais, em 18 contratos rodoviários – formado por mulheres. A proposta foi abraçada pela Rota das Bandeiras e, com as contratações em andamento, a Concessionária já ultrapassará a meta estabelecida.
Mais do que atingir um número, a diretriz dá oportunidade e dignidade a mulheres que decidiram traçar o próprio destino, rompendo um preconceito estrutural de ‘sexo frágil’.

“Sempre gostei de caminhão e, ano passado, decidi mudar a categoria na minha carteira de habilitação. Quando surgiu a oportunidade para me tornar encarregada, não pensei duas vezes: agora sou responsável pela equipe e faço o que amo, dirigindo um veículo pesado. Quem é que pode nos dizer o que uma mulher não pode fazer?”, questiona Aldineia Maria Pereira, de 42 anos, mãe de três filhos.  
“O início deste projeto mostra como há um enorme contingente de mulheres disponíveis para o mercado de trabalho, à espera de uma oportunidade. Conseguimos muito rapidamente atingir a meta estabelecida na Rota das Bandeiras e teremos uma equipe totalmente feminina em cada um dos três trechos do Corredor Dom Pedro”, destaca Priscila Lopes, gerente de Recursos Humanos da ELO.
Quando decidiu deixar o norte de Minas para buscar um emprego no interior de São Paulo, no fim do ano passado, Hosana Ferreira Souza, de 21 anos, não imaginava que iniciaria sua trajetória na rodovia. “Só via homem trabalhando, mas quando soube que estavam com vagas femininas, me candidatei. Não existe essa de serviço para um sexo. Já trabalhei na roça, com facão. Manusear a roçadeira é tranquilo”, garante a jovem, com seu equipamento a tiracolo.
A experiência inicial da ELO, com a formação de equipes 100% femininas, mostra alta performance e comprometimento. “Todas passam por treinamento específico e um período de operação assistida, para que dominem o maquinário e tenham a confiança para atuar. Nossa experiência tem sido bastante positiva. Há um cuidado maior com os equipamentos e com a execução do serviço, além do companheirismo. Elas sabem que, se houver uma falta, irão sobrecarregar outra mulher. Muitas são chefes de família, responsáveis pelo sustento do lar”, completa a gerente.     
Desde o início da Concessão, em 2009, a Rota das Bandeiras sempre teve a igualdade de gênero como pilar. Em seu quadro atual de integrantes diretos, a Concessionária possui 346 mulheres, maioria em relação aos homens (307). 

Enquanto realizam a poda pelo Corredor Dom Pedro, Hosana, Aldineia e as demais profissionais fazem muito mais do que um serviço de manutenção: mostram à sociedade que é possível um mundo igualitário, em que somente a própria mulher irá definir o lugar onde quer estar. 
 
 
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